Crônicrítica... Pô, ética!

Sabe, não ligo para críticas. E se eu disser que estou mentindo, você acredita? A palavra pode tanto, que mal o bandido ao furtar as letras preci(o)sas consegue se equilibrar em cima do muro. Uns vão incitá-lo a pular, outros poderão apedrejá-lo ou ele cairá, entregue à massa, sequestrado pela polícia. Melhor expurgar todo o ódio de uma só vez do que abafar os preconceitos a fim de conquistar certa platéia. A troco de quê? Quem liga pra isso? Se eu fizer uma porcaria, no meu conceito, todos irão aplaudir entusiasmados. Agora, a minha verdade ninguém vai querer ouvir. E por quê? Porque ela é rara demais, excêntrica demais, absurda demais. Eu vou dizer que fui desvirginada pelo Papa, eu vou confessar minhas mazelas interiores todas para zombaria geral dos 'perfeitinhos', eu vou cair na cova dura e rasa da vida, por causa da profundidade real dos meus pensamentos. Ora, isso aqui não é para rimar, não é crônica poética de patética punhetice verbal, são só poesias frias ante a pedra e a perda da criatividade!